Revista Fórmula

Relembre o CAIS, o bar dentro de um barco que marcou época em Goiânia

Poucos lugares simbolizaram tão bem a efervescência dos anos 90 em Goiânia quanto o CAIS, bar a bordo de um barco, sob o brilho da lua na Avenida Ricardo Paranhos. Inscrito na memória afetiva de mais de uma geração de artistas e boêmios da capital goiana como espaço de diversão e entretenimento.

O CAIS Chopperia, Whiskeria & Sorveteria é considerado, até hoje, o maior bar de Goiânia. Ele foi inaugurado no final de 1990, quando os irmãos Fernando e Fausto Noleto trouxeram para a capital goiana a carcaça de uma velha escuna que estava encalhada no porto de Belém.

Aquele era o começo do maior e mais badalado bar da capital, o CAIS, instalado numa antiga pracinha da av. Ricardo Paranhos. Na época, o bar era administrado por 5 sócios, e em pouco tempo tornou-se um dos points mais frequentados da região.

Num tom saudosista, Fausto Noleto conta que ainda muito jovem, ele embarcou literalmente na aventura e se viu muito próximo de realizar o sonho de ter seu próprio negócio, e tornar-se um empreendedor. Para ele, o CAIS “foi um bálsamo de esperança e alegria, num período conturbado e difícil pelo qual sua família estava passando”. 

Segundo Fausto Noleto, naquela época a inflação era altíssima, fato que levou o dinheiro destinado ao empreendimento, acabar ainda na fase de construção. Em suas palavras “o jeito foi apelar para alguns empréstimos, e até mesmo ficar reféns de agiotas”. Noleto relembra que um dos sócios penhorou sua casa para conseguir finalizar as obras.

O sucesso foi recompensador! Em poucos meses de funcionamento, os sócios foram considerados pela fornecedora de bebidas Skol, o maior vendedor de chopp do Centro-Oeste. Fausto afirma que eram vendidos, em média, 18 barris de 50 litros por final de semana. O que já era um volume bastante expressivo na época.

O CAIS ainda era um espaço temático! A bordo, todos os sócios se vestiam de almirantes, com direito a quepe e tudo. Já os garçons usavam bermudas e camisas brancas com os respectivos quepes de marinheiro. No dia da inauguração, Fausto relembra o seu avô, quebrando uma garrafa de champagne na proa do navio.

Confira as fotos desse lugar marcante que foi um dos pioneiros a dar peso ao título de capital do boteco:

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