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#PraCegoVer: entenda a campanha de acessibilidade para deficientes visuais nas redes sociais

Uma campanha que pode parecer recente chamada “Para Cego Ver” vem ganhando espaço nas redes sociais, visando a maior acessibilidade dos conteúdos. Patrícia Silva de Jesus, idealizadora deste projeto que já possuí oito anos, nos conta um pouco como ele começou e como podemos aplicá-lo.

Com a revolução tecnológica e as novas mídias digitais houve um necessidade em solucionar um grande problema que estava infiltrado em nossa sociedade. Antes, alcançar todos os públicos não era um tema em debate. Hoje falar sobre acessibilidade é algo essencial para as novas ferramentas.

A Coordenadora da Educação Especial no Estado da Bahia, Patrícia Silva de Jesus, também conhecida como Patrícia Braille é especialista em acessibilidade para deficiente visuais e nos contou sobre o inicio do projeto, ” A ideia surgiu da necessidade de me comunicar, por meio de imagens, com os cegos em minhas redes sociais. Tenho muitos amigos cegos. Quando aderi ao Facebook, eles me adicionaram, então eu não me permitia postar fotos sem descrever, do mesmo modo como fazia em meu blog, o Patricitudes”, diz.

O projeto foi colocado em prática logo em seguida e aderiu novas redes sociais, como conta Patricia. “Pela passagem do aniversário do criador do Sistema Braille, Louis Braille, criei em 4 de janeiro de 2012 um evento virtual no Facebook chamado “Pra Cego Ver”, convocando pessoas a experimentarem descrever para um cego. Foi um sucesso! Em seguida criei a página, para não deixar a ideia cair no esquecimento. Em resumo: “enxergar” a existência de pessoas com deficiência nas redes sociais foi minha motivação”, falou.

O objetivo é despertar a atenção de usuários para descreverem de forma detalhada uma publicação, assim através de aplicativos de áudio destinados para deficientes visuais eles possam reproduzir e compreenderem a imagem usada. O recurso também é útil para pessoas com dislexia, deficiência intelectual ou com algum déficit de atenção.

Conforme a idealizadora, existem vários aplicativos de leitura de tela e os mais utilizados no Brasil são o DosVox, o NVDA, Jaws. Também há leitores de tela nativos de celulares, como o VoiceOver da Apple.

Conforme dados levantados pela campanha, no Brasil aproximadamente 6,5 milhões de pessoas possuem deficiência visual e dessas 585 são totalmente cegas. Para implementar esta ferramenta de acessibilidade é muito simples. Confira os primeiros passos.

Patricia encerra comentando sobre a importância da conscientização dos produtores de conteúdos, “Acredito que começar a fazer descrição de imagem é um grande passo para atrair mais pessoas e ampliar a consciência coletiva. Comecei sozinha, fazendo por acreditar que alcançaria pelo menos meus amigos e veja no que deu: até gigantes da comunicação como Google usa”, afirma.

Nas redes sociais existem duas páginas administradas pela autora do projeto onde a mesma disponibilizou um guia para iniciantes além de posts para auxiliar a quem quer começar a usar a hashtag. Ela ainda faz indicações de leituras e oferece cursos in company abertos ou públicos. Confira a página oficial do Facebook e o blog

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