Notícias política

Grupos de defesa dos direitos LGBT criticam fala de Ministro da Educação

"volta às aulas no país e acesso à internet não são temas do MEC", afirmou o Ministro.

Milton Ribeiro, o novo ministro da Educação — Foto: Reprodução/Redes sociais

Grupos de defesa dos direitos de pessoas LGBT e entidades e movimentos ligados à educação se manifestaram nesta quinta-feira (24), contra declarações do ministro da Educação, Milton Ribeiro, ao jornal “O Estado de S. Paulo”.

O Ministro assumiu o cargo em julho, um de seus maiores desafios são ações durante a pandemia do novo coronavírus. Ribeiro foi entrevistado pelo “Estado de S. Paulo”, e afirmou que “volta às aulas no país e acesso à internet não são temas do MEC”.

O ministro foi questionado sobre o aumento da desigualdade nesse período e respondeu que “esse não é um problema do MEC, é um problema do Brasil. Não tem como, vai fazer o quê? É a iniciativa de cada um, de cada escola. Não foi um problema criado por nós. A sociedade brasileira é desigual e não é agora que a gente, por meio do MEC, que vamos conseguir deixar todos iguais”.

Ele ainda disse que a responsabilidade sobre o retorno das aulas é de preocupação dos governadores e prefeitos.

Em entrevista ao “Estadão”, respondeu sobre um outro tema que também foi alvo de críticas. Ele foi questionado sobre educação sexual na sala de aula. Disse que era um tema importante para evitar gravidez precoce, mas que não era necessário discutir questões de gênero e homossexualidade. E disse: “Acho que o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo tem um contexto familiar muito próximo, basta fazer uma pesquisa. São famílias desajustadas, algumas. Falta atenção do pai, falta atenção da mãe. Vejo menino de 12, 13 anos optando por ser gay, nunca esteve com uma mulher de fato, com um homem de fato e caminhar por aí. São questões de valores e princípios”.

Ele foi questionado: “O senhor é contra um professor transgênero na sala de aula?”. Milton Ribeiro disse: “Se ele não fizer uma propaganda aberta com relação a isso e incentivar meninos e meninas para andarem por esse caminho…. Tenho certas reservas”.

Parlamentares e entidades LGBTQI+ consideraram que a declaração demonstra atitude homofóbica e pediram a abertura de uma investigação.

“Entramos hoje com uma representação junto ao Supremo Tribunal Federal para que determine ao procurador-geral da República a apuração dos fatos por entendermos que o ministro praticou crime de homofobia, hoje equiparado ao crime de racismo. Estamos fazendo valer a premissa constitucional de que todos somos iguais perante a lei”, afirma o senador Fabiano Contarato (Rede-ES).

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: