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Por ai: conhecendo o Museu Dom Diogo de Souza em Bagé

O Museu Dom Diogo de Souza foi inaugurado no dia 20 de setembro de 1956, com sede em duas salas da Vila Vicentina inicialmente, onde permaneceu até 1974. Crescendo, em 22 de março de 1975, o museu se deslocou para a Sociedade Portuguesa de Beneficência, onde permanece até hoje. O Museu recebe anualmente em torno de 8 a 12 mil visitantes.

Possui um acervo histórico oriundo de doações da comunidade; na Hemeroteca Isidoro Paulo de Oliveira existem coleções de periódicos e revistas de Bagé e do Estado. É possível encontrar objetos do cotidiano dos indígenas que habitavam a região, fardamentos e armas dos grupamentos espanhóis e portugueses do século XVIII, documentos, cartas, fotografias e objetos das Revoluções Farroupilha (1835 – 1845) e Federalista (1893) e da Revolução Libertadora (1923). Coleção de numismática (cédulas e moedas), documentos, biblioteca de Autores Bageenses, e Biblioteca de Tarcísio Antônio da Costa Taborda, fundador da Universidade da Campanha, URCAMP, responsável pelo Museu.

Ainda há a Fototeca Túlio Lopes, com acervo de aproximadamente cem mil fotos. Ainda foi incorporado o acervo do Museu Patrício Corrêa da Câmara.

Um dos itens mais interessante do acervo foi um presente entregue ao presidente Emílio Garrastazu Médici, pelo governo dos Estados Unidos, um pedaço da lua. Sim, um fragmento do satélite natural da Terra, único catalogado em solo brasileiro. A amostra rara (uma entre as 135 que foram distribuídas pelo mundo) é uma prova física da segunda expedição tripulada à Lua, realizada pela NASA (agência especial dos Estados Unidos).

A pequena rocha foi levada, pelo general bajeense, para uma fazenda em Dom Pedrito, antes de ser entregue, no início da década de 1970, ao historiador Tarcísio Taborda, por intermédio do advogado Fernando Sérgio Lobato, amigo do ex-presidente militar, que recebeu o artefato de presente. A peça ficou exposta até 1999, quando uma pedra semelhante, obtida ilegalmente, em Honduras, na América Central, despertou o interesse de colecionadores.

Atualmente o local também é usado para manifestações culturais na cidade.

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