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Por ai: contando a história da Catedral de São Sebastião em Bagé

A Catedral que leva o nome do padroeiro do município é ponto de referência para um marco na história tanto de Bagé como do Estado, então senta ai que lá vem história.

Em 20 de janeiro de 1813, uma procissão transladou a imagem de São Sebastião da Guarda da Coxilha para o acampamento militar deixado por Dom Digo de Souza. Inicialmente, a imagem ficou em um rancho e logo depois iniciou-se a construção da igreja.

Concluída em 1820, a antiga igreja era muito simples, resumindo-se a uma capela-mor e tendo como corpo um galpão coberto de palha. Na antiga igreja dois casamentos ilustres foram realizados: O de Emílio Mallet (Marechal do Exército) com Joaquina Castorina de Medeiros (filha do fazendeiro coronel Antônio de Medeiros Costa), em 1828; e o do Tenente Manuel Luis Osório (Marechal do Exército e Marquês do Herval) com Francisca (filha de Zeferino Fagundes de Oliveira), em 1835.

A Igreja sofreu vários danos durante as Guerras Cisplatina e dos Farrapos, prejudicando suas estruturas. A atual Matriz, obra do arquiteto José Obino, datada de 1878 é uma das principais praças da cidade hoje.

Em 16 de outubro de 1865, Bagé recebeu a visita de D. Pedro II, e o local ainda estava em obras. Em 20 de fevereiro de 1885 foi a vez da Princesa Isabel vir à cidade, para encontrar o seu esposo, o Conde D’Eu. Ambos foram recebidos na Igreja já pronta. Um ano antes, em 1884 já havia sido comemorada a abolição da escravidão na cidade.

Francisco Carlos Martins, pai de Gaspar Silveira Martins, nomes de muita importância no município, doou uma grande quantia para a construção da nova igreja, e como retribuição, a catedral abriga, na base de sua torre direita, os túmulos de Gaspar Silveira Martins e sua família.

Em 1893, durante a Revolução Federalista, a catedral e a Praça da Matriz foram palco de grandes acontecimentos, no episódio que ficou conhecido como Cerco de Bagé, quando forças revolucionárias, pretendendo tomar a cidade, obrigaram os chamados republicanos, comandados pelo Coronel Carlos Maria da Silva Telles, a armar a defesa da praça.

O cerco durou 47 dias e se tornou uma das mais violentas histórias do Rio Grande do Sul e do país. O templo se transformou em um hospital de sangue, enquanto junto às paredes laterais se sepultavam os mortos.

A igreja ficou com suas paredes cravejadas de balas. Só a imagem simbolizadora da Esperança, na fachada, não recebeu nenhum projétil. A catedral recebeu nova pintura em 2003, graças ao apoio da comunidade.

A Igreja Matriz de São Sebastião é um patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. E hoje é uma das mais belas estruturas arquitetônicas da cidade se tornando símbolo de amor e esperança onde são celebradas muitas uniões.

Confere mais um vídeo especial sobre pontos históricos no município.

Fonte de apoio: Iphan

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