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Síndrome de Burnout: debate sobre a doença ganha espaço em meio a pandemia

Desgaste físico e mental. Descubra os sintomas e como pode ser evitado.

Durante a pandemia os trabalhadores precisaram se adaptar ao formato home office que cada dia se torna mais popular. Contudo, as cobranças de maior produtividade durante este período vem causando um grande desgaste aos profissionais. Devido a isso, um dos assunto levantados cada vez mais, são as síndromes ocupacionais mais comuns, como Burnout.

A síndrome citada pela primeira vez em 1974, pelo psicólogo alemão Herbert Freudenberg, trata do estresse advindo da intensa atividade relacionada com o trabalho. Burnout palavra inglesa que traduzida em suas partes para o português significa Burn, “queimar”, out, “fora. Expressa o nível de exaustão tanto físico e mental que causa sobrecarga no indivíduo o tornando incapacitado de cumprir suas demandas.

Conforme uma pesquisa realizada pelo International Stress Management Association/Isma-BR revelam que cerca de 70 % dos brasileiros podem ser atingidos pela doença que leva a um grande impacto no desempenho das empresas.

A condição está prevista para ser incluída na nova classificação internacional de doenças (CID) em janeiro de 2022.

Em conversa com a psicologa, Anniely Goulart Gomes Costa, a mesma explica indícios que apontam o surgimento da doença.

“Qualquer tipo de sintoma relacionado com a ansiedade ao estresse, a depressão, se estiverem envolvidos com a relação profissional, podem sim ser sintomas do desgaste no trabalho; falta de motivação para trabalhar, desejo de ficar em casa, vontade de fugir de toda e qualquer atividade relacionada ao trabalho. Outra característica importante, é quando todas as coisas ruins que acontecem, acabam sendo aumentadas, um aumento de sensibilidade de ante das coisas; mudanças de comportamento; somatização, que é quando o corpo começa a expressar os sentimentos, como quando uma pessoa começa a ficar doente com muita frequência”, fala.

Ela ainda fala que neste período de pandemia as pessoas estão desenvolvendo ainda mais a síndrome devido as incertezas e inseguranças econômicas e a pressão. ” Antigamente as pessoas saiam de casa para trabalhar e deixava sua casa e seus problemas em casa e entrava em um outro ambiente. Agora dentro de um mesmo ambiente existem todas as demandas do trabalho, familiares e domésticas” diz a profissional.

Segundo um levantamento feito com especialistas, existe oito profissões mais afetadas pela síndrome, entre elas: professores, advogados, jornalistas, bombeiros, policiais, advogados, agentes penitenciários e bancários. Ainda assim existem outras profissionais em diferentes áreas que podem desencadear os sintomas.

A psicologa ainda fala da importância de identificar os sintomas e permanecer atento, para saber se o problema está relacionado com o trabalho ou algo externo. ” A partir do momento que se identifica que são os problemas profissionais que estão trazendo este adoecimento é importante buscar ajuda profissional”, acrescenta.

Como evitar:

O Ministério da Saúde brasileiro aponta algumas formas de prevenir a síndrome:

Defina pequenos objetivos na vida profissional e pessoal.

Participe de atividades de lazer com amigos e familiares.

Faça atividades que “fujam” à rotina diária, como passear, comer em restaurante ou ir ao cinema.

Evite o contato com pessoas “negativas”, especialmente aquelas que reclamam do trabalho ou dos outros.

Converse com alguém de confiança sobre o que se está sentindo.

Faça atividades físicas regulares. Pode ser academia, caminhada, corrida, bicicleta, remo, natação etc.

Evite consumo de bebidas alcoólicas, tabaco ou outras drogas, porque só vai piorar a confusão mental.

Não se automedique nem tome remédios sem prescrição médica.

Anniely possui um canal no Youtube chamado “Saúde Mental Online” onde desmistifica e auxilia as pessoas a identificarem e tratarem sintomas de doenças psicológicas. Se tem interesse em conhecer seu trabalho, acesse o link.

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