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Operação Faraó é deflagrada no combate a estelionato, crime organizado e lavagem de dinheiro no Vale do Paranhana

(Foto: Polícia Civil/Divulgação)

A Polícia Civil, através da Delegacia de Polícia de Três Coroas, com apoio das delegacias de Igrejinha, Gramado, Canela, Taquara, Rolante e Santo Antônio da Patrulha, na manhã desta sexta-feira (05) deflagrou a Operação Faraó, no combate a crimes de estelionato, crime organizado e lavagem de dinheiro no Vale do Paranhana.

Um dos principais articuladores dos crimes investigados foi preso preventivamente. Outras duas pessoas foram detidas por posse de entorpecente, com crack e maconha. Foram apreendidos tablets, aparelhos celulares, notebooks e diversos documentos de compra e venda patrimonial.

As diligências foram realizadas nas cidades em Porto Alegre, Taquara, Rolante, Igrejinha e Santo Antônio da Patrulha.

Conforme o delegado Ivanir Luiz Moschen Caliari, a operação foi desencadeada em combate a crimes de estelionato praticados por organização criminosa destinada à compra de imóveis envolvendo valores em dinheiro alcançados pelas vítimas com a promessa de repasse de lucro decorrentes de negociação futura, quantias que após um determinado período não eram mais devolvidas, pois a compra e venda dos imóveis nunca existiu.

“Os criminosos alegavam possuir estreita relação com uma grande empresa de consórcios do estado, chegando a pagar atores para se fazerem passar por funcionários de tais empresas no intuito de ludibriar os investidores, sempre atraídos com promessa de lucro elevado que seria dividido em um segundo momento”, disse Caliari.

Em alguns casos, as vítimas recebiam nas duas ou três primeiras transações valores decorrentes das negociações alegadas, mas após depositarem confiança nos fraudadores, acabavam reinvestindo o lucro anterior e mais dinheiro nas operações seguintes, quando então não mais recebiam de volta seus investimentos.

“Acredita-se que mais de cem vítimas tenham caído no golpe em todo o Vale do Paranhana, ocasionando obtenção de vantagem indevida que atingiu mais de 25 milhões de reais. Ao longo das investigações, a Polícia Civil identificou 15 suspeitos de participarem do grupo criminoso, tendo sido possível apontar veículos e imóveis avaliados juntos em mais de dez milhões de reais, patrimônio possivelmente adquirido pelos investigados com o dinheiro obtido ilicitamente, bens os quais passam agora a disposição da justiça”, completou Caliari.

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