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Suprema Corte deve decidir sobre a continuidade das investigações sobre fake news

Fachin é o relator de uma ação do partido Rede Sustentabilidade que contesta o inquérito das fake news, aberto no ano passado por iniciativa do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, à revelia do Ministério Público.

No ano passado o partido Rede Sustentabilidade abriu uma ação para contestar o inquérito das fake news por iniciativa no ministro e presidente do STF, Dias Toffoli. O objetivo era apurar ameaças, ofensas e fake news direcionadas contra integrantes da Corte e familiares. O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) é o relator do caso.

O Procurador Geral da República, Augusto Aras realizou o pedido de uma liminar para suspensão da apuração imediata da investigação, contudo a mesma foi negada por Fachin.

Na quarta-feira (27), o grupo denominado “gabinete do ódio”, assessores do Palácio do Planalto, comandado pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos- PR) foram cercados. A ação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news, a Polícia Federal que apreendeu documentos, computadores e celulares de diversos indivíduos.

Ao todo, 17 pessoas são suspeitas de integrar a rede de ataques; oito deputados foram convocados a depor. A medida foi considerada “abusiva” pelo Planalto.

Ainda foram apontados empresários que financiam a disseminação das falsas notícias contra o STF e outras instituições.

“Há informações de que os empresários aqui investigados integrariam um grupo autodenominado de Brasil 200 Empresarial, em que os participantes colaboram entre si para impulsionar vídeos e materiais contendo ofensas e notícias falsas com o objetivo de desestabilizar as instituições democráticas e a independência dos poderes”, disse Alexandre de Moraes.

Nesta quinta-feira (28) o presidente da república, Jair Bolsonaro declarou ao Supremo “Acabou, porra!”. ” Não dá para admitir mais atitudes de certas pessoas individuais, tomando de forma quase que pessoais certas ações”, afirmou.

Fachin deixou a cargo do plenário a decisão sobre dar ou não continuidade nas investigações do inquérito das fake news. Até o momento não há previsão de quando o tribunal irá analisar.

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